quinta-feira, 31 de março de 2011

LIZ ROSA NO PROJETO PRAIA MUSICAL (01/04)


 
Email repassado por Zé Dias com depoimento de Liz Rosa:

*Oiii Genteeee!*

Sexta-feira, dia 01 de Abril, estarei fazendo um show com meu trio no
projeto Praia musical, será  o início das comemorações dos 2000 shows do
projeto, bem como meu "Até Breve", já que dia 13 estarei voltando pro
Rio!
No repertório estarão algumas das faixas do meu CD, bem como canções que
marcam minha trajetória musical!
Será uma linda noite onde ainda teremos a participação especialíssima de
Khrystal!!

Espero vê-los por lá!!
Beijos,
*Liz Rosa.*
**
*SERVIÇO:*
*Liz Rosa e banda - partic. especial Khrystal*
Data:* Sexta, 01 de ABRIL*
Horário:* 21h*
Local: *Praia Shopping
Entrada Franca
*
**
--
Liz Rosa
www.lizrosa.com.br
www.myspace.com/cantoralizrosa

Show em prol do Cata Livros será sábado(02/04)

Tribuna do Norte
Publicação: 31 de Março de 2011 às 00:00

O início do ano foi marcado por uma grande tragédia material para o sebo Cata livros,  um pequeno negócio que sempre tiveram o casal Vera e Jácio Torres à frente foi atingido por um incêndio em suas dependências, na Avenida Ruy Barbosa que praticamente destruiu todo o seu acervo.

Agora movidos pelo sentimento da amizade e solidariedade, vários músicos locais se unem neste sábado para realizar o show Projácio –Renascendo das Cinzas. O espetáculo será apresentado sábado, nos Jardins do Palácio Potengi, a partir das 15h. A renda será totalmente revertida para a ajudar na reconstrução do sebo. Também serão recebidas doações de livros , discos e obras de arte no local. Participam os artistas  Babal, Carlos Bem, Dani L, Edja Alves, Geraldo Carvalho, Krhystal, Lene Macedo, Michele Lima, Nagério, Os Grogs, Pedro Mendes e Tertuliano Aires.

DESIDERIUM (por Leandro Rocha)


Uma lembrança minha, talvez nunca a tenha tido, me faz recordar de alguém dizendo que os desejos podem se assemelhar a pequenas orações. Que estes são a carência de algo que nos faz falta. Sem nunca termos sido possuidores desse “algo” temos a sensação nostálgica, a quase lembrança, de o havermos possuído. E, talvez por isso, soframos, procuramos, nos desesperamos pelo objeto desejado.
Ah, desejo, mandinga, maldição dos deuses, proibido-permitido, diabo do conhecimento, desconhecido-ansiado, Lilith, entidade que nos aprisiona e que cavalga a todos. Desejo, “o que será que será” cantado por tantos apaixonados que cobiçam a maçã da luxúria e de outros fins. Ele nos move como se fôssemos marionetes de Deus. O combustível é a crença em alcançarmos o rastro do que este abriga. A fé em alcançar o que se deseja é tanta que nossa vaidade nos faz carícias e até gostamos. Ao ponto de nos sentirmos ofendidos, quando alguém nos critica, e de ficarmos inebriadamente felizes quando elogios nos são enviados ouvido adentro. Assim, enganados pelo fantasma da vaidade podemos cair antes de “tocar” nesse “algo”, objetivo do desejo, metamorfo sagrado que nos habita desde a origem dos tempos. Uma vez que a vaidade poderia nos desviar do que seria o centro do desejo, evitemos sua ofuscação. Do contrário, um elogio ilusório ou uma crítica destrutiva ceifariam as projeções desejosas de um esperançoso.
Para alcançarmos o que desejamos, expectativas nos empurram a agir. Pois, o desejo é o prenúncio das ações. Primeiro são as sensações. Depois, o pensamento, o formigamento do corpo, os sonhos, miragens, a agitação. De repente, atitudes são tomadas; outros pensamentos chegam para nos limitar; alguns nos incentivam, movendo, bulindo, mexendo e aí: “lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá”. Nesse ponto já fomos abocanhados por essa metafísica forrageira que come, come, come e ainda que farta muda o cardápio para continuar se enchendo. Entretanto, nunca se sacia. “Desejo, necessidade, vontade”, impulso fulminante, fagulha contagiosa que nos arrasa a todos. “Buscar pelo prazer de procurar, não pelo de encontrar”. Afinal, de que se compõem as emoções humanas senão a partir dos desejos? Seria este o mantenedor da vida? Poderia o desejo ser a essência do homem? Estaria, então, o propósito da humanidade encerrado neste insaciável Ouroborus?




Curso de Fotografia

 

A oficina de fotografia oferecida pela escola Nova Acrópole será no dia 2 de abril, das 9h às 11h30 e das 14h às 17h30. O investimento é de R$ 50 para os inscritos até o dia 25. Na hora da aula, passa a custar R$ 60. A aula será dividida entre teoria e prática, contemplando técnica básica de composição (melhores ângulos), iluminação e câmeras. As vagas são limitadas. Informações: 3211 0748.

Fonte: Soltonacidade

 

 

quarta-feira, 30 de março de 2011

ABRIL JAZZ JOBIM gastronomia e música

NOVO VÍDEO DO BRAZUKA JAZZ

BRAZUKA JAZZ LANÇARÁ SEU DVD NO DIA 20 DE ABRIL NO AUDITÓRIO DA ALIANÇA FRANCESA ÀS 20H. CONFIRAM O VÍDEO DA MÚSICA RIO MOSSORÓ:



Para saber mais sobre a banda acessem:
http://www.myspace.com/bandabrazuca

PROJETO ENSAIO ABERTO NA CAPITANIA DAS ARTES




A Prefeitura Municipal do Natal, por meio da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte) realiza nesta quinta-feira (31), às 18 horas, a primeira edição do Ensaio Aberto da Escola de Municipal de Ballet Roosevelt Pimenta. Nesta edição a Companhia de Balé da Cidade do Natal irá mostrar a coreografia Improvisação, o bailarino Leandro Almeida fará duas apresentações um solo livre e um solo corsário. Além disso, haverá apresentações do Corpo de Baile Adulto e do Corpo de Baile Mirim.

O projeto tem a proposta, através dos ensaios abertos ao publico, apresentar a comunidade as produções coreográficas produzidas durante as aulas, possibilitando aos bailarinos um contato mais próximo do público. As apresentações acontecem sempre na última quinta-feira do mês.
 
O ensaio é aberto ao público e as vagas são limitadas. A entrada é com a doação de 1 kg de alimento não perecível ou material de higiene, que serão revertidos para os alunos de Técnica Masculina. As apresentações terão início a partir das 18h, na sala de espetáculo da escola de balé, localizada na Funcarte, na Av. Câmara Cascudo – 434- Centro.
 
ENSAIO ABERTO
Dia: 31 de abril
Local: Funcarte (Sala de espetáculo da escola de balé)
Hora: 18h

Grandes são os desertos

Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)
 
Grandes
 
 Grandes são os desertos, e tudo é deserto. 
 Não são algumas toneladas de pedras ou tijolos ao alto 
 Que disfarçam o solo, o tal solo que é tudo. 
 Grandes são os desertos e as almas desertas e grandes 
 Desertas porque não passa por elas senão elas mesmas, 
 Grandes porque de ali se vê tudo, e tudo morreu.   Grandes são os desertos, minha alma! 
 Grandes são os desertos. 
 Não tirei bilhete para a vida, 
 Errei a porta do sentimento, 
 Não houve vontade ou ocasião que eu não perdesse. 
 Hoje não me resta, em vésperas de viagem, 
 Com a mala aberta esperando a arrumação adiada, 
 Sentado na cadeira em companhia com as camisas que não cabem, 
 Hoje não me resta (à parte o incômodo de estar assim sentado) 
 Senão saber isto: 
 Grandes são os desertos, e tudo é deserto. 
 Grande é a vida, e não vale a pena haver vida, 
 Arrumo melhor a mala com os olhos de pensar em arrumar 
 Que com arrumação das mãos factícias (e creio que digo bem) 
 Acendo o cigarro para adiar a viagem, 
 Para adiar todas as viagens. 
 Para adiar o universo inteiro. 
 Volta amanhã, realidade! 
 Basta por hoje, gentes! 
 Adia-te, presente absoluto! 
 Mais vale não ser que ser assim. 
 Comprem chocolates à criança a quem sucedi por erro, 
 E tirem a tabuleta porque amanhã é infinito. 
 Mas tenho que arrumar mala, 
 Tenho por força que arrumar a mala, 
 A mala. 
 Não posso levar as camisas na hipótese e a mala na razão. 
 Sim, toda a vida tenho tido que arrumar a mala. 
 Mas também, toda a vida, tenho ficado sentado sobre o canto das camisas empilhadas, 
 A ruminar, como um boi que não chegou a Ápis, destino. 
 Tenho que arrumar a mala de ser. 
 Tenho que existir a arrumar malas. 
 A cinza do cigarro cai sobre a camisa de cima do monte. 
 Olho para o lado, verifico que estou a dormir. 
 Sei só que tenho que arrumar a mala, 
 E que os desertos são grandes e tudo é deserto, 
 E qualquer parábola a respeito disto, mas dessa é que já me esqueci. 
 Ergo-me de repente todos os Césares.   
 Vou definitivamente arrumar a mala.   
 Arre, hei de arrumá-la e fechá-la;  
 Hei de vê-la levar de aqui, 
 Hei de existir independentemente dela. 
 Grandes são os desertos e tudo é deserto, 
 Salvo erro, naturalmente. 
 Pobre da alma humana com oásis só no deserto ao lado! 
 Mais vale arrumar a mala. 
 Fim.

MUTARE (Por Leandro Rocha)


Escolher. Escolher e agir. Escolher, agir e reagir com ligeireza ao movimento do mundo. Este girante encruzilhado reserva surpresas nos instantes finais de cada ciclo. Nem nos damos conta. De repente, já aconteceu. Não mais que de repente instaura-se um evento que rompe tudo que acreditávamos seguro conhecimento. E deixamos de ser os mesmos com a mudança. Desvelam-se as luzes da ilusão, as dores e alegrias choridas. E, os momentos que protegem lembranças, fé depositada nas pessoas, em Deus(es), tudo Muda. Adum Odut. A porta foi aberta e a estrada convida. Para onde?

Pós-graduação da EmUFRN faz seu primeiro recital


O curso de pós-graduação em Práticas Interpretativas do Séc. XX e XXI realiza nesta sexta-feira seu primeiro recital. A apresentação será às 20 horas e leva ao palco professores do curso executando peças contemporâneas de viola, clarinete, piano, percussão, violão e canto. A entrada é gratuita.
O curso de Práticas Interpretativas do Séc. XX e XXI iniciou suas atividades em 2011 e terá duração de 1 ano. Além da formação de alunos, a especialização pretende realizar ainda três concertos até dezembro. A intenção e proporcionar ao público o contato com uma produção musical moderna e arrojada, com peças de conteúdo e conceitos ainda pouco explorados como dodecafonias e intervenções eletroacústicas.
No corpo docente participam os professores Amandy Bandeira, Clarinete; Camila Meirelles, Viola; Cleber Campos, Percussão; Durval Cesetti, Piano; Elke Riedel, Canto;  Ezequias Lira, Violão e como convidado, o professor César Traldi, Percussão. O concerto terá peças dos compositores Alban Berg, Benjamim Briten, Carlos Menezes, Cleber Campos, Fernando Lazetta, Pedro Kröger e Radamés Gnattali.

Entrada franca.

terça-feira, 29 de março de 2011

João Bosco faz show no dia 07 de abril em Natal

Da redação do DIARIODENATAL.COM.BR
 
O cantor, compositor e violonista João Bosco sobe ao palco do Teatro Riachuelo no dia 07 de abril. João Bosco vem acompanhado por João Baptista (baixo), Ricardo Silveira (guitarra) e Kiko Freitas (bateria). Neste show João apresentará algumas das canções do seu último álbum “Não vou pro céu mas já não vivo no chão”, bem como clássicos de sua carreira como “Papel Machê” e “O bêbado e a equilibrista”.

Trajétória

O Cantor, compositor e violonista João Bosco nasceu na cidade de Ponte Nova – MG. Viveu sua infância em um ambiente musical. O bandolim, o piano, o canto e o violino faziam parte de seu cotidiano familiar. Aos 12 anos de idade ganhou um violão verde e passou a integrar o conjunto de rock X-Gare. Em 1961, ao transferir-se para Ouro Preto a fim de estudar engenharia, teve seu interesse despertado pelo jazz, pela bossa nova e, tempos depois, pelo tropicalismo. Cinco anos depois, conheceu, na casa do pintor Carlos Scliar, em Ouro Preto, o poeta Vinicius de Moraes, que viria a ser seu primeiro parceiro. Com o poeta, compôs "Rosa dos ventos", "Samba do pouso" e "O mergulhador", entre outras canções.

Comemorando seu 60º aniversário, lançou, em 2006, o CD e DVD "Obrigado, gente!", gravado no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo. A seu lado, os músicos Nelson Farias (violão e guitarra), Ney Conceição (baixo), Kiko Freitas (bateria), Armando Marçal (percussão), Marcelo Martins (sax e flauta), Jessé Sadoc (trompete) e Aldivas Ayres (trombone), e ainda, em participações especiais, Djavan (em "Corsário", com Aldir Blanc), Guinga (em "Saída de emergência", com Wally Salomão e Antônio Cícero), Yamandu Costa (em "Benzetacil", com Aldir Blanc) e Hamilton de Holanda (em "Linha de passe", com Paulo Emílio e Aldir Blanc). Constam ainda do repertório suas canções "Incompatibilidade de gênios", "O ronco da cuíca", "Quilombo/Tiro de Misericórdia", "Escadas da Penha", "Prêt-à-porter de tafetá" e "O bêbado e a equilibrista", todas com Aldir Blanc, "Desenho de giz" e "Quando o amor acontece", ambas com Abel Silva, "Odilê, Odilá" (c/ Martinho da Vila), "Memória da pele" (c/ Wally Salomão), "Papel machê" (c/ Capinam) e "Jade". Assinou a produção musical João Mário Linhares. Nesse mesmo ano, apresentou-se no Canecão (RJ).

No dia 28 de março de 2007, foi homenageado pelo Instituto Cultural Cravo Albin na série "Sarau da Pedra", projeto realizado com patrocínio da Repsol YPF e apoio da Dantes Livraria Editora. No evento, foi afixada no Mural da Música do instituto, diante da presença de várias personalidades da cena cultural carioca, uma placa com seu nome, a ele dedicada pela relevância de sua obra musical. Produzida por Heloisa Tapajós e Andrea Noronha, a comemoração contou com palestra do letrista e professor da UFRJ Abel Junqueira, e com um show do grupo instrumental Conexão Rio, com participação especial do saxofonista e flautista Zé Carlos Bigorna, com músicas de autoria do compositor homenageado. Ainda em 2007, participou da gravação ao vivo do projeto “Cidade do Samba” (CD e DVD), de Zeca Pagodinho e Max Pierre, apresentado por Ricardo Cravo Albin, interpretando em dupla com Daniela Mercury “De frente pro crime”, de sua parceria com Aldir Blanc.
Lançou, em 2009, o CD “Não vou pro céu, mas já não vivo no chão”, primeiro de inéditas desde 2003. Com direção musical de Ricardo Silveira, o álbum traz no repertório, suas canções "Sonho de caramujo", "Navalha", "Mentiras de Verdade" e "Plural singular", todas com Aldir Blanc, "Desnortes", "Tanto faz", “Alma barroca” e "Tanajura", todas com Francisco Bosco, “Jimbo no Jazz" (c/ Nei Lopes) e “Pronto pra próxima” (c/ Carlos Rennó), além de “Ingenuidade” (Serafim Adriano).

Fonte: Diário de Natal

Aniversário do Complexo Cultural de Natal

 


O Campus de Natal da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte-UERN convida  a todos para o ANIVERSÁRIO DE 1 ANO DO COMPLEXO CULTURAL DE NATAL. Acontecerá dia 30.03.2011 no próprio CCN a partir das 14h. Em comemoração ao "mês da mulher" haverá palestra sobre a temática dos direitos da mulher e apresentações artísticas, dentre elas a estréia do CORAL DO CCN, regido pela profa e maestrina Leninha Campos e formado por mais de 40 alunos do Complexo Cultural de Natal.
 
O Complexo Cultural de Natal, na Zona Norte, completa seu primeiro ano de atividades neste dia 30 de março. Para comemorar a data, a UERN, que administra o CCN, em parceria com a Fundação da Defesa da Mulher, vai realizar o "I Encontro de Mulheres da Grande Natal contra a Violência Doméstica", além de apresentações que mostrarão parte da produção cultural do Complexo à comunidade.
O evento no próximo dia 30, a partir das 13h, será uma dupla comemoração. "Além de festejar nosso primeiro ano de funcionamento, vamos marcar o encerramento do mês da mulher", explica a professora Michele Galdino Câmara, coordenadora de cursos e eventos do Complexo Cultural de Natal.
Entre os convidados pela Fundação da Defesa da Mulher, através de sua presidente Marisa Noia Montoril, para debater a Violência Doméstica, estão o Coronel Alarico, da Polícia Militar do RN, e os advogados Joanilson de Paula Rêgo e Paulo Lopo Saraiva.
Na programação cultural do evento, se apresentarão o Coral CCN, composto por 40 alunos do CCN e regido pela prof.a e maestrina Leninha Campos, os grupos de teatro com as peças "TIC TAC DE MARIA" e  "COM A MULHER EMBAIXO DO PÉ", e os grupos de dança popular, com performances do Carimbó e Bumba meu Boi, e de dança contemporânea, com a coreografia "SOBRE ELAS.

SOBRE O CCN

Em um ano de atividades, 859 pessoas passaram pelo programa de cursos e oficinas do Complexo Cultural de Natal, incluindo os cursos em parceria com o SENAC/Prodetur. Além dos cursos, foram realizados 40 eventos em 2010.
No ano passado, o curso de Introdução à informática foi o mais procurado, sendo concluído por 120 pessoas em seis turmas.  Dança popular, Balé e Dança de salão também estiveram entre as atividades mais procuradas, bem como alguns cursos profissionalizantes, desenvolvidos através de parcerias firmadas pelo CCN.

Atualmente, o Complexo Cultural de Natal tem 1.405 alunos matriculados no 1º semestre de 2011, em oito cursos (Teatro, Dança, Música, Introdução a informática, Fotografia, Vídeo, Artesanato e Arte Marcial/terapêutica) subdivididos em 20 modalidades e 42 turmas.
Atualmente, o Complexo Cultural de Natal tem 1.405 alunos matriculados no 1º semestre de 2011, em oito cursos (Teatro, Dança, Música, Introdução a informática, Fotografia, Vídeo, Artesanato e Arte Marcial/terapêutica) subdivididos em 20 modalidades e 42 turmas.

Fonte: Assessoria UERN:http://www.uern.br/administracao/agecom.asp?menu=noticia&notid=3105

FERMATA (por Leandro Rocha)




Espaço traçado no ar
Pensamento expresso
Gesto incompleto
Calma silenciosa a soar
O tempo acena para o instante passando
Insatisfeito e “desindignado”
Canções entristecem a tarde
Pausa para as águas das lembranças
O vento invoca o futuro que chega
E húmidas palavras clamam pela noite
Um nome canta e incendeia as águas,
 sibilado e repetido nome
Turva imagem materializada ao escurecer
Resta o desespero do rio suspenso no tempo.

Inspirado na cantora Simona Talma

Terça Insana - ano dez estará em Natal


Publicação: 29 de Março de 2011 às 00:00 no Jornal Tribuna do Norte


Será no próximo sábado, dia 2, no Teatro Riachuelo, o espetáculo de humor Terça Insana, projeto reunindo consagrado elenco de humor que desde 2001 vem lotando platéias e divertindo fãs por onde passa. A diretora do projeto, Grace Gianoukas, que também atua como atriz e autora estabeleceu uma referência de originalidade e para o humor brasileiro O Ano Dez apresenta os clássicos como “Aline Dorel”, “Santa Paciência” e a “Senadora Biônica”, que fazem uma retrospectiva do que aconteceu em suas vidas desde o início. No roteiro também estão cenas como “O Avesso do Armário” e “A Vida Secreta das Obras Primas” e personagens como “Xula Mirinda”. Vendas na La Femme (3642 3292).

segunda-feira, 28 de março de 2011

Dirait-on


O coral Harmus interpreta Dirait-on (Morten Johannes Lauridsen) no DVD Solar
Regência: Leninha Campos
Piano: Leandro Rocha

Acesse o site do grupo:
http://www.coral.harmus.net/

VENDAS: acisum2@yahoo.com.br

domingo, 27 de março de 2011

CRISTINA (Conto por Leandro Rocha)




Os cabelos suados não estavam salgados pelo mar. O sol já havia deixado o horizonte quando ele a encontrou nua e fria na praia. Nada mais imprevisível do que aquilo. Silas repetia sua rotina de fim de tarde como era de costume, tentando recuperar a forma atlética de outrora. A cena o  angustiou profundamente. Dessa vez era a realidade e não mera carpidaria televisiva.  Ver uma jovem tão bonita sem vida. Talvez, afogada, ou assassinada, ou coisa ainda pior antes disso. O pensamente de ser confundido com o autor de tal atrocidade o fez entrar em pânico por algum tempo antes de ter a coragem de chamar a polícia. O constrangimento de ter que responder as perguntas e suportar os olhares de desconfiança o aterrorizavam ainda mais com a possibilidade dele ser preso injustamente. Quando saiu da delegacia já passava de uma da madrugada e pelo menos quinze ligações não atendidas constavam em seu celular, deixado no carro. Depois de todo o inconveniente respirou fundo e dirigiu até sua casa relembrando a expressão pálida do cadáver. Os mortos não são fantasmas ele sabia. E ao mesmo tempo se assombrava com a sensação de ter tocado naquele corpo branco, belo e à deriva na praia. Será que havia sido o primeiro a ver a morta? A polícia não havia identificado o corpo. Não existiam pertences ou documento algum nas proximidades do suposto crime. No dia seguinte o noticiário divulgou a informação em busca da família da vítima. No jornal da tarde  anunciaram Cristina como a proprietária do desfalecido corpo. Sua família não suspeitava de ninguém. No dia do acontecimento Cristina havia saído cedo para faculdade levando uma bolsa e livros. Sua mãe desesperada não conseguia acreditar no que havia acontecido. Nem como alguém seria capaz de matar sua filha de 24 anos. Cristina não tinha namorado, apenas “ficava” de vez em quando, e estava saindo com o Raul. Suas amigas não acreditavam que ele pudesse ter feito algo a ela. A polícia continuava investigando o caso enquanto a mídia se alimentava a cada capítulo: “Estudante, classe média é encontrada morta, seminua numa praia, sem sinais de violência sexual, e com uma estranhas marcas no pescoço”. Cristina visitava sites de relacionamento e conhecia pessoas em salas de bate papo, em busca por encontrar parceiros para diversão apenas. Mas, no fundo queria seguir pelo caminho previsível de se apaixonar, casar, ser mãe e trabalhar para ter condições de manter as necessidades comuns do capitalismo. Na cabeça de Cristina não havia qualquer perigo em conhecer alguém na net. Ainda mais porque ela nunca conhecia ninguém pessoalmente sem antes ter se passado um mês de encontros virtuais. Era sua regra. Naquela tarde foi diferente. Ela sentiu uma empatia profunda à primeira teclada com seu parceiro internético. Decidiu que não valia mais a pena investir no carinha casado com quem tava envolvida. Abriria mão daquelas promessas mentirosas para experimentar alguém de sua idade. Marcou o encontro para à tarde de sábado. Infelizmente, não teve respirações para viver até lá. No final da manhã de sexta-feira quando saiu da faculdade se dirigiu ao seu carro e foi abordada por duas mulheres no estacionamento. Elas estavam revoltadas e começaram a acusar Cristina de vagabunda, vadia e quiseram partir para a violência. Cristina tentou segurar as mãos de uma delas que tentava puxar seus cabelos e apertar seu pescoço. As unhas deixaram marcas na altura da nuca e arredores. Cristina pediu que aquela louca não fizesse isso. Disse que não sabia o porquê da violência. A mulher mais revoltada ainda chamou-a de escrota e a acusou de estar tendo um caso com seu marido. Não havia ninguém para ver a cena complicada daquele momento. Foi tudo muito rápido. A amiga da mulher dava suporte umentando o coro de acusações. Afirmava ter certeza que Cristina era a puta que havia saído mais uma vez com o marido da outra. Cristina negava tudo enquanto tentava abrir o carro para fugir. Elas entraram também. A suposta esposa traída colocou um estilete no pescoço de Cristina e a obrigou a dirigir até uma casa de praia isolada. No caminho baixou a arma à altura de seu seio, fazendo novas ameaças. Cristina chorava desesperada e trêmula. Estava em pânico e se sentia culpada, mas não o suficiente para merecer tudo aquilo. Depois que chegaram, amarraram Cristina e a obrigaram a tomar um líquido muito salgado. Ela desmaiou e parou de viver. As mulheres que pareciam estar sob o efeito de alguma possessão diabólica ou substância química continuaram seu plano esperando pelo fim da tarde para jogar o corpo da moça no mar. Ninguém as viu. E não havia nenhum Deus ou Demônio intervindo naquela ação, além do desejo de vingança das duas cúmplices. Algum tempo depois, Silas encontrou o corpo na praia.

MUSICAL "BECO DA ALMA"


TEXTO: Cláudia Magalhães MÚSICA: Danilo Guanais DIREÇÃO: João Marcelino

Reportagem publicada na Tribuna do Norte em 15 de Março de 2011
  
Yuno Silva - Repórter

O clima soturno da Ribeira, bairro histórico da capital potiguar que abriga o largo da rua Chile, é o cenário perfeito para forjar almas que perambulam pelos becos da vida. A noite nem bem começou e, enquanto pessoas ‘comuns’ estão chegando em casa após mais um dia de expediente, espectros mundanos adentram um antigo armazém para nova sessão de transe coletivo. Não há palavra mais indicada – transe - para descrever a incorporação dos personagens  que transitam pelo “Beco da Alma”, envolvido num “caleidoscópio de estados de espírito”, e que norteia os ensaios do musical criado pelo compositor Danilo Guanais.
fotos: yuno silvaMusical Beco da Alma, de Danilo guanais,  estreia primeira temporada no Teatro Alberto Maranhão em AbrilMusical Beco da Alma, de Danilo guanais, estreia primeira temporada no Teatro Alberto Maranhão em Abril
Guanais, instrumentista erudito, professor da Escola de Música da UFRN e autor da trilha sonora dos principais Autos em cartaz no RN, também responde pelo roteiro, músicas e letras do espetáculo “Beco da Alma”, cuja estreia está agendada para o próximo dia 4 de abril no Teatro Alberto Maranhão. O musical é baseado no livro (peça teatral) “Esquina do Mundo – A hora do Cão Lobo”, da atriz e dramaturga potiguar Cláudia Magalhães, lançado em 2009 pela Mekong Editora.

Para tentar entender a trama, e triscar no transe coletivo do elenco, a reportagem da TRIBUNA DO NORTE acompanhou uma noite de ensaios do grupo, um ardoroso (e prazeroso) processo de construção do espetáculo que ganha forma sob a direção do experiente João Marcelino, parceiro de Danilo há mais de duas décadas.

Com patrocínio do Hotel Rifóles, “Beco da Alma” narra uma intrincada teia de relações ambientadas em um bar, poeticamente estabelecido na “esquina do paraíso com o inferno”, onde atrama gira em torno do reencontro de três amigos de infância: Rato, Zé e Carlão, que tomaram diferentes rumos na vida; e do romance entre o alcoólatra Rato e a louca Esperança, um amor que luta para resistir ao emaranhado de violência e rancores desencadeado por esse reencontro. Predestinadas à tragédia, as almas desse beco também se alimentam de humor e romance. “Uma tragédia com  momentos de alívio cômico”, adianta João Marcelino. Como todo bom musical que se preze, além do elenco formado por nove atores, o espetáculo incorpora quarteto formado por baixo, guitarra, bateria e piano, que executará ao vivo os temas durante as apresentações.

Produção traz formato inédito para Natal

“Cada personagem tem um carma, e é isso que estamos fazendo aqui: canalizando energias para buscar a essência dessas almas. A todo instante topamos com encruzilhadas que nos instigam a tomar decisões, como imaginar um passado para cada figura em cena – suas relações familiares, a trajetória de cada cada um antes de chegar a esta ‘esquina do  mundo’, que, inclusive, pode ser em qualquer lugar. A prioridade é conferir densidade dramática”, explicou o diretor. “O processo é longo e tudo pode acontecer em nossa ‘Dogville’... estamos no meio de uma loucura, experimentando várias maneiras de contar a história”, disse João Marcelino olhando em volta, onde marcações no chão identificam as limitações do cenário como no filme estrelado por Nicole Kidman em 2003. De acordo com o diretor, serão 40 dias de ensaios até a estreia.

O elenco foi selecionado após bateria de testes, iniciados em novembro do ano passado, quando cerca de 90 pessoas (principalmente das áreas de teatro e música) se inscreveram para as audições: “Tiramos um segundo grupo com 19 candidatos, e ficamos duas semanas trabalhando com exercício de interpretação, improviso, preparação vocal... até chegarmos aos nove selecionados”, lembra Marcelino. “Tínhamos que encontrar um grupo capaz de atender a proposta do musical, por isso investimos nas qualidades de cada um e fomos suprindo as necessidades. O formato dessa produção é inédito em Natal”, aposta.

Serviço

Temporada de estreia do musical “Beco da Alma”, de Danilo Guanais

Dias 4, 5, 6, 7, 23 e 24 de abril, às 20h, no Teatro Alberto Maranhão.

Entrada franca – ingressos devem ser retirados com antecedência. Censura: 16 anos

Toque erudito

A construção do musical “Beco da Alma” iniciou em dezembro de 2009, e a maioria das canções foi compostas no Rio de Janeiro, entre setembro e novembro de 2010, onde Danilo Guanais cursa Doutorado – o resultado do título acadêmico será o oratório “Paixão” (espécie de ópera sem representação cênica), com estreia prevista para 2012. De acordo com Guanais, “Paixão” foi inspirado no evangelho de São Marcos; no livro “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” (1991), de José Saramago; e em em poesias do próprio autor.

“Estou entrando na terceira década de envolvimento com os palcos: os primeiros dez anos dediquei-me ao teatro, depois passei dez anos trabalhando com Autos e, nesta próxima década, quero investir nos musicais”, planeja Danilo. “Estou colocando minha alma neste beco com a intenção de provocar questionamentos. Quero que as pessoas vejam o espetáculo com um olhar crítico”, almeja.

Sobre a estrutura musical do “Beco da Alma”, Danilo disse tratar-se de “um conjunto de canções destinado a estabelecer um paralelo com o caleidoscópio de estados de espírito das personagens”. Através de uma atmosfera sonora brasileira (choros, sambas e canções), com rebuscamento quase erudito, Guanais quer conferir um tom universal à obra, “numa perspectiva musical sintonizada com a moderna produção norte-americana de musicais, principalmente de compositores como Leonard Bernstein e Stephen Sondheim”, analisa.  Bernstein (já falecido) e Sondheim são considerados dois dos principais nomes do gênero na atualidade.

Danilo Guanais, que teve acesso ao manuscrito do livro de Cláudia Magalhães antes de sua publicação, lembra que desde o princípio vislumbrou a peça como um musical. “O texto de Cláudia costura uma tragédia urbana com ironia e humor. Fiz uma nova dramaturgia, criei letras para as canções, mas a mensagem do livro está toda lá”, garante. “Tudo é muito novo, estamos experimentando. Nunca tivemos um momento como este, em que a música estivesse tão presente em um espetáculo criado no RN”, disse a autor, que também participou da produção do musical “Bye Bye Natal”, de Racine Santos. “Bye Bye Natal é uma revista musical, uma pesquisa em torno de big bands... um conceito bem diferente do Beco da Alma”.

No início da criação do “Beco da Alma”, a equipe chegou a cogitar apresentar o espetáculo em praça pública, mas o trabalho ganhou novas proporções que só o teatro pode dimensionar. “Queremos envolver o público, manter o foco sem interrupções que possam dispersar a atenção”, informa o diretor João Marcelino.

Confira um trecho do ensaio:



SOLTO NA CIDADE o melhor guia cultural


Se você ainda não conhece eis a melhor maravilha informativa de nossa provícia.
Um povo muito massa, bem informado e disposto a divulgar seu evento.
Tem de tudo um pouco das baladas, shows, cursos, filmes, música, literatura, teatro, dança à gastronomia e lugares e coisas interessantes a visitar e fazer.
Sou fã incondicional do trabalho desse povo do Solto na Cidade.
O guia é disponibilizado gratuitamente em vários pontos como livrarias, teatros, escolas, restaurantes, etc.
E tb está no ar com atualizações diárias:

http://soltonacidade.com.br/guia/

Love and money: the end

DAN the MAN



Vida regada a amor e dinheiro.
É só a isso que servimos?
Como diria Jô Soares:
Sexo e dinheiro. Todo mundo quer muito.
E todo mundo condena quem manifesta isso abertamente."

"Tao Te Ching - Lao Tsé
(Cap.11)
Trinta raios convergem para o meio de uma roda
Mas é o buraco em que vai entrar o eixo que a torna útil.
Molda-se o barro para fazer um vaso;
É o espaço dentro dele que o torna útil.
Fazem-se portas e janelas para um quarto;
São os buracos que o tornam útil.

Por isso, a vantagem do que está lá
Assenta exclusivamente
na utilidade do que lá não está."

Não deveríamos ser os autômatos que somos.
De tantas possibilidades reservadas pela criatividade humana
ainda nos limitamos a armadilha de procriar as gerações por pura
repetição ancestralmente caduca de amar e manter o conforto do que nos cerca.
Por que não avançarmos ao próximo estágio deixando tudo pra  trás
seguindo pelo desconfortante novo?

DOIS DE UM (por Leandro Rocha)



Somos iguais na diferença, coro de contrários.
A contradição nos orienta,
A hipocrisia nos distrai em passos largos e descalços.
Somos o que vemos em nós?
O que desejamos revela distância, tempo.
Todas as inércias nos temem.
Somos células do agito silencioso.
Somos o que fomos e não quem ainda seremos,
Simples seres.

Festival da Canção Francesa

Festival da Canção Francesa 2011 no Rio de Janeiro PDF
ImageInscreva-se do dia 21/03 ao dia 20/05 para o concurso "Festival da Canção Francesa 2011" no Rio de Janeiro.
Interprete uma canção de Serge Gainsbourg à sua escolha e concorra a uma semana em Paris!
Envie seu MP3 por email para cultural1@rioaliancafrancesa.com.brEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo , ou entregue seu CD gravado na Aliança Francesa.


Período de inscrição: 21 de março a 20 de maioSemifinal: 21 de junho às 20h (com a banda Quebra Cabeça na Aliança Francesa de Botafogo
Final: 28 de novembro


Mais Informações:
http://www.rioaliancafrancesa.com.br/

sábado, 26 de março de 2011

CANTOR MARIANO TAVARES






Mariano Tavares canta a canção "Sacrifício" (Mariano Tavares/Romildo Soares), no programa "Canto da Terra", na TV Universitária/UFRN.


Natural da cidade de Assú, situada no oeste Potiguar, o cantor, compositor, pesquisador e professor de literaturas norte-americanas e inglesa da UERN, Mariano Tavares, começou sua carreira musical fazendo covers em bares daquela cidade.

Além da influência de seu pai, que cantava serestas na noite de Assú, Mariano Tavares se inspira também em grandes nomes do cenário musical nacional e internacional, como Caetano Veloso, Adriana Calcanhoto, Tom Zé, John Cale, Rufus Wainwright, Bob Dylan, Leonard Cohen e Beck.

Seu primeiro disco, "Sobrado", gravado em 2005, em Natal, cujo nome faz menção ao tipo de moradia muito comum em Assú, conta com a participação de importantes músicos do cenário Potiguar, como Jubileu Filho e Paulo Oliveira.

A música de Mariano Tavares pode ser descrita como "cênica": nasce na composição e só se completa no palco. É também considerada contemporânea, não se prende à regionalismos e vive o hoje, o presente; e universal: há composições em inglês, idioma considerado universal.


Mariano Tavares já está trabalhando em seu novo àlbum, previsto para ser lançado ainda neste semestre, com composições inteiramente autorais. Uma das faixas do novo CD, "É dando que se recebe", é uma parceria do cantor com a poetisa natalense Civone Medeiros. 
Fonte:
http://musicapotiguarbrasileira.blogspot.com/2011/02/contemporaneidade-e-universalidade-nas.html

Você pode baixar o cd O Sobrado do link abaixo:


http://unsquetinham.blogspot.com/2009/07/mariano-tavares-o-sobrado-2004.html

VIDA INTEIRA (por Leandro Rocha)



De que adianta calma,
Senão para aspirar novas atitudes?
De que adiantam atitudes,
Senão para engenhar sonhos que saltem ao real?
De que adianta o labutar,
Senão para acalmar as fomes da vida?

Vida digna do algo mais que não nos preenche,
Sacrifício de coragem,
Perseverança repetida,
Reação aos atos,
Corrida de momentos,
Memórias e finito porvir.

Valerão os passos dados,
Os sentimentos,
Perdas e conquistas?

Valerá o ardor da chibata,
A tortura do tempo perdido,
Do tempo exprimido?

Não podemos enlouquecer de fora para dentro.
Mas, vivendo, podemos enlouquecer o mundo,
Quando nossa integridade afirma quem somos.

BRAZUKA JAZZ FAZ SHOW DE LANÇAMENTO DE SEU DVD

http://www.myspace.com/bandabrazuca

Brazuka Jazz lançará seu primeiro DVD dia 20 de Abril na Aliança Francesa.
Ingresso+DVD+ Coquetel: R$ 20,00

Maracatorto:
 http://www.youtube.com/watch?v=7ztPOsfIb5I&feature=related


Tudo começou quando dois músicos tiveram a idéia de formar um
grupo de música instrumental, satisfazendo assim seus interesses
musicais em produzir, compor, desenvolver e divulgar essa forma de
expressão cultural. Alison Cavalcante (guitarra) e Gustavo
Almeida(Bateria) convidaram o baixista Alex Magno e realizaram
assim os primeiros ensaios. Semanas depois foi feito o convite ao
pianista Humberto Luiz, que se interessou de imediato pelo projeto.
Estava formado então o primeiro grupo instrumental de Mossoró RN:
Brazuka Jazz.

Com o repertório voltado basicamente para a música e a cultura
brasileira, o grupo apresenta um sotaque jazzístico, resultante das
diversas influencias de cada músico. Entre essas se destacam os
seguintes nomes: Hermeto Pascoal, João Donato, Cezar Camargo
Mariano, Daniel Sá, George Benson, Chick Corea, Nico Assumpção,
Tom Jobim, Gonzalo Rubalcaba ,Lula Galvão, Nosso Trio, Charlie
Parker , Miles Davis,etc.

O grupo vem ganhando espaço a cada dia, desenvolvendo
trabalho autoral e apresentando-o em shows junto a composições
clássicas da música brasileira e mundial. Os músicos já participaram de
vários shows com grandes nomes do cenário nacional como Arthur
Maia, Toninho Horta, Marcos Nimiricter, Di steffano, Sergio Groove,
Manoca Barreto, Eriberto Marimbanda, Leonardo Gonçalves, Álvaro
Tito, Serginho Carvalho, João Castilho, Jubileu Filho, Fabinho Costa,
Ebinho Cardoso.

O Brazuka jazz é composto basicamente por músicos autodidatas,
embora alguns estejam cursando na universidade de música da UERN,
buscando o aperfeiçoamento musical. Participando também de festivais
como Cascavel Jazz, curso internacional de verão de Brasília, entre
outros, somam experiências que os ajudam a desenvolver esse trabalho.

O Grupo conta com o trio: bateria, guitarra e teclado, sem falar em outros
instrumentos inseridos no momento do show como pandeiro, sons
corporais, tamborim, vocais entre outros.

O brazuka Jazz acabou de gravar seu primeiro cd e dvd com o objetivo
de fortalecer ainda mais o estilo desenvolvido pelo grupo.

O BRAZUKA JAZZ é composto por:

Alison Cavalcante (guitarra)
Humberto Luiz (Piano)
Gustavo Almeida (Bateria)



sexta-feira, 25 de março de 2011

MENSAGENS (por Leandro Rocha)


Percebam os significados dos acontecimentos cotidianos, inéditos, escritos no percurso do tempo que não para. Passa. Já passou. Fomos concebidos no espaço-tempo do não-ser e ser. Aprisionados num corpo. Presos ao mundo que nada mais é do que um grão. Dotados de sensações, emoções, silêncio, sons e pedras. O universo e o nada comprimidos numa memória que se apagará. Ainda assim falamos mais quando calados. E tudo o que dizem é tão inédito quanto o que já foi dito. Somos todos os que vieram antes de nós. O que apreendemos é cheio de significados, mensagens silenciosas, que não deciframos facilmente.

FLÚVIO E O MAR NA CASA DA RIBEIRA


Um menino com um destino de onda, um desejo de mar. Assim é Flúvio, herói do primeiro espetáculo infantil do Coletivo Artístico Atores à Deriva, que volta a ser apresentado na Casa da Ribeira no dia 27 de março como uma das atrações do aniversário de dez anos da Casa.

A aventura de Flúvio começa quando ele deixa Elmo das Pedras, pequena cidade onde mora, e parte em busca do mar. No caminho, encontra alguns personagens pitorescos, como O Poeta, uma figura sábia e esquisita com um corpo só e três cabeças, e João Insatisfação, um jovem que tem obsessão por comprar. Todos que aparecem no caminho de Flúvio levam a ele uma mensagem, um recado para suas escolhas.
Perto do final, Flúvio chega ao seu destino, mas percebe que o mar está cheio de lixo e óleo, resultado de escolhas mal feitas por pessoas do mundo todo, inclusive por ele. E agora? Qual será a escolha do menino diante de tão terrível desastre?

SERVIÇO | FLÚVIO E O MAR
Local: Casa da Ribeira (rua Frei Miguelinho, 52, Ribeira)
Dia: 27 de março
Hora: 17h
Entrada: R$ 5
Informações: 3211 7710 | www.casadaribeira.com.br

FONTE :http://soltonacidade.com.br

quarta-feira, 23 de março de 2011

ANIVERSÁRIO DO TAM HOJE (24/03)

ANIVERSÁRIO DO TEATRO ALBERTO MARANHÃO - 107 ANOS- Apresentação do CORAL CANTO DO POVO, CORAL HARMUS & CIA DE DANÇA DO TEATRO ALBERTO MARANHÃO - EDTAM - Escola de Dança do Teatro Alberto Maranhão
Dia 24 Quinta-feira às 20h00.
SENHA CONVITE .

VAZIO (por Leandro Rocha)




Nos caminhos que não são passagens, coisas brotam tendo sempre estado lá. Indo. Vindo, num movimento constante, espelhos, pedaços de reflexos, cacos de sombras e arrastar de correntes partidas. Quem soube de mim foi o ontem fazedor de anseios e nostalgias, afetuoso, repetido, insistentemente repetido, um “kyrie eleison” de uma missa cantada por índios, catequizados há séculos atrás, soando sem sofrimento, com ingenuidade sagrada.
No lugar vazio, dos que se acham perdidos na solidão, está o silêncio dos clamorosos, semelhantes, que não se veem. O tácito contato incorpóreo  destes, conta histórias e literaturas de todas as humanidades, de todos os Borges e Shakespears, de todos os que são em essência amigos na virtude. Mesmo sem ao menos terem dirigido uma única palavra ou gesto, estes se conhecem como íntimos e sonham lembranças e saudades do futuro que demora a amadurecer.
No lugar vazio de si-mesmo: aparências, ideias intocáveis, Oroborus dos sonhos e das gentes. Neste lugar encontra-se uma assembleia dos homens da chuva. Talvez, para tratar dos assuntos pertinentes à chuva, ou relacionados ao tempo e à duração das coisas. Encontram-se também os seres do não-além, do limite de concepção de um pensamento, do não-ser, ser, não-ser, permanecendo assim a luz enxergada pelos cegos.
No lugar vazio, do vazio, está o nada imaginado por um visitante de eras longínquas que sem compreender as dimensões de sua criação nos legou o conteúdo da Caixa de Pandora. Irresponsavelmente e, no entanto, sem culpa, nos habilitou à angústia de um novo sentimento: a falta.

KHRYSTAL, ZÉ RENATO E RENATO BRAZ NO TAM NESTA SEXTA(25/03)


http://www.youtube.com/watch?v=djz88CLE3dI&feature=player_embedded

BLOG DO CORO SOARTE


Visitem:

http://corosoartenatal.blogspot.com/


terça-feira, 22 de março de 2011

O INVENTO (por Leandro Rocha)


O invento ganhou ares de concretude,
Partiu da estação do medo à ação.
O bem e mal estão nesse ato compassado.
O sustento do invento é o vício dos dias.
É o imaginar do viver sem ter vivido.
É a embriaguez fora da realidade,
Carnívoras sensações que tocam a superfície do mundo.

Há tanto desperdício na mecânica do invento.
Ao passo em que o usamos ele nos extingue aos poucos.
Nós que dele não fugimos, 
Com ele nos casamos,
Porque como negar o que é natural e atrativo?
Suas engrenagens são movidas a tempo.
E toda a sutileza deste funcionar não nos comove
Porque nem o percebemos.
Somos seus parafusos e ferragens.
Pois lhe entregamos nossa seiva vital
Para em troca recebemos a multiplicação de nossa humanidade.

Não compreendemos o invento,
Por mais teorias e pensamentos já formulados.
Somos provocados por seus eventos,
Preenchidos por seu mistério,
E abandonados por seu prazer
Que subitamente se transporta para o desconhecido.
Ficamos conosco, sem sua presença.

segunda-feira, 21 de março de 2011

ANALU (por Leandro Rocha)



Estava Analu sozinha naquele bar, vestido branco, bordado por rendas, contemplando o vazio, e pensando maneiras de trocar de vida. Meio sem querer e sóbria, encontrou um desconhecido que lhe roubou um beijo e lhe fez uma proposta indiscreta.  Antes mesmo de namorarem firme ela engravidou dos gêmeos, Adão e Vivian, seus futuros filhos. Feliz, casou-se e o desconforto da solidão se foi. Dedicou-se inteiramente ao modelo “família”, experimentando com paixão o dia-a-dia e se esquecendo dos antigos desejos não realizados. Mas com o tempo, foi surgindo um descontentamento pela repetição das coisas, dos sorrisos de conveniência, dos deveres e afazeres domésticos. Agora havia uma inquietação constante. Nas conversas com amigos, Analu falava sobre assuntos cotidianos e parecia bem. E ninguém percebia o apelo silencioso em seus olhos. Certo dia, ela passou a colecionar panelas, depois toalhas de mesa. Comprou muitas roupas para as crianças e começou a presentear excessivamente os amigos com livros que não tinha lido, mas desejava ler. Tentava de tudo para evitar aqueles pensamentos de incerteza e fuga que a perturbavam. Beijava seu companheiro Silas, marido responsável e pai dedicado, e não sentia mais vontades íntimas com ele. A inquietação a rodeava. Analu amargava com o desejo insano de largar tudo, seu lar, filhos, marido, seu mundo, pelo desconhecido. Após o almoço de uma tarde de sábado deixou as crianças na casa de sua irmã. Despediu-se, como se saísse para fazer compras, disfarçando as lágrimas e o tremor das pernas. E resolvida se dirigiu ao aeroporto, levando consigo somente as roupas do corpo e um sorriso de satisfação.

Cantique de Jean Racine

Coral Harmus
DVD Solar

Cantique de Jean Racine de G.Faure interpretada pelo Coral Harmus sob a regência da maestrina Leninha Campos com acompanhamento do pianista Humberto Luiz.


CORAL HARMUS LANÇA DVD SOLAR


http://www.youtube.com/watch?v=ra8qC9FiXmQ

Acesse o site do grupo:
http://www.coral.harmus.net/

VENDAS: acisum2@yahoo.com.br

MÚSICA (por Leandro Rocha)



Dança de sons e silêncios,
Aliciamento de emoções,
Vibrações provocadas,
Puxada de tapete
Que nos afina e desafina os sentimentos
No êxtase, arrebatador, de sua audição.
Arroubo, passagem, rito,
Cores, imitação,
Agógica, Bach, Baião
Variedade, Improviso,
Dinâmica, repetição,
Memória, contraste,
Conflito, resolução,
Grude preferido,
Espiral do tempo,
Espelho da sociedade,
Fuga do cotidiano,
Relação com o mundo,
Festejo, alívio,
Doença e cura,
Natureza humana,
Voz de Deus,
Epifania do som.


Para Humberto Luiz

* Arte: a forma clássica do Pranava Mantra OM, estampa que significa a raiz dos sons e do núcleo de todas as palavras e mantras. 


SOCIEDADE DE PAPEL



O papel governa o mundo pois somos feitos de papel.
Quando nascemos ganhamos um nome escrito, registrado junto com as informações pertinentes ao que somos num papel. Quando morremos, novamente o papel informa os detalhes, o motivo, a data e a hora do óbito. O dinheiro, “papel sujo”, governa o mundo todo com suas diferentes figuras e valores impressos. Uma vez tentaram fazer cédulas de R$10,00 de plástico.  Acabou não dando certo. Se você quiser fazer ou solicitar algo, só se for por meio de papéis de ofício, projetos, propostas. Se quiser comunicar os acontecimentos será imprescindível um relatório de papel. Para dizer quem você é, o que sabe, sua história profissional, currículo de papel. Até mesmo para usar o banheiro você precisa de mais papel. Saber as notícias cotidianas, jornal de papel. Se for roubado e perder os documentos, “amigo, cadê o boletim de ocorrência?” (de papel). Quer morar numa casa? Primeiro o arquiteto tem de desenhar uma, no papel. Também os baús do conhecimento, os livros, são compostos de papéis organizados em letras vindas da cabeça de alguém. E o que seria uma biblioteca senão o reinado do papel? Entretanto, quando os papéis se acumulam: lixo! ou reciclagem. Aí, no meio desta bagunça você encontra um papel-bilhete premiado da loteria e se torna o mais novo milionário.
A palavra de um homem já não merece confiança, a menos que esteja grafada num papel. Só confiamos nele. Nem mesmo a verdade escapa de ser diferente quando o papel testemunha o contrário. Os artistas, coitados, são os mais dependentes dele. Há papel nas partituras dos músicos, coberto daquelas bolinhas e pauzinhos misteriosos, nos textos que os atores interpretam, nos roteiros dos cineastas, nas telas onde desenhistas e pintores expressam sua arte. E crivem, até na coreografia dos bailarinos.

Ah, o que faremos quando chover?